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Gargalhadas que podem ajudar a curar doenças

PDO

14 Abril 2017

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Gargalhadas que podem ajudar a curar doenças

Este mês, no IPO de Coimbra, está a ser realizado um estudo que, através de biomarcadores, vai tentar provar que a passagem destes palhaços tem um impacto positivo na saúde mental dos doentes e que ajuda na sua recuperação.
No ano passado a Associação Palhaços d’Opital fez 110 visitas e este ano tem como  objetivo fazer 135.
 Miguel Midões fez uma reportagem, com sonoplastia de Joaquim dias, com o nome “Lufada de ar fresco” . 
Nesta reportagem da TSF acompanhamos as visitas dos doutores palhaços aos cinco hospitais parceiros. O casamento entre a Palhaços d”Opital e os hospitais por onde passa tem sido duradouro. Com o hospital de Aveiro dura desde fevereiro de 2013, seguiu-se o hospital da Figueira da Foz logo no mês seguinte, o Centro Hospitalar de Tondela Viseu em outubro de 2014 e, mais recentemente, o IPO de Coimbra em 2017 e o Hospital Pedro Hispano em Matosinhos em 2019.
O segredo para que corra tudo bem nestes relacionamentos chega-nos pela voz de Margarida Ornelas, da administração do IPO de Coimbra.
Em todos os hospitais, os doutores palhaços combinam um dos momentos mais importantes das visitas: a passagem de serviço, se é que assim se pode chamar à passagem de informações entre enfermeiros e palhaços. Ficam a saber que doentes podem e devem visitar e quais as suas limitações: demência, cegueira, surdez, entre outros.
O foco da Palhaços d”Opital está centrado nos adultos e nos seniores internados nos hospitais.
Hugo Santos, do gabinete de comunicação e representante da administração do Hospital de Viseu, onde os palhaços começaram com iniciativas esporádicas e onde estão com regularidade desde 2014 passando por todos os serviços de forma rotativa, sublinha que o foco da Palhaços d”Opital está centrado nos adultos e nos seniores internados nos hospitais. Uma ideia que é reforçada na reportagem por Isabel Rosado, presidente da Associação.
Os doutores palhaço da Palhaços D’Opital são os primeiros da Europa e os segundos no mundo a trabalhar com seniores. Tem como padrinho o ator Ruy de Carvalho e entre vários embaixadores do projeto encontra-se o humorista Nilton.
Gargalhadas que podem ajudar a curar doenças
© DR/Palhaços d’Opital
Para trabalhar com os seniores houve muitas horas de formação em áreas que tocam esta população, mas também formação musical e artística que a TSF acompanhou.

Doentes mudam de humor de forma notável

Bárbara Amorosa e o marido chegaram ao IPO de Coimbra depois de uma viagem com origem em Castelo Branco, que os fez sair da cama às cinco da manhã. Ela estava triste, interagiu com os palhaços e garantiu-nos que o seu dia ganhou uma nova cor.
Esta alteração de humor é uma das mais-valias da passagem da Palhaços d”Opital pelo IPO de Coimbra, refere João Almeida, o enfermeiro diretor. Uma ideia reforçada por Conceição Mineiro é a enfermeira chefe do serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Urologia. A passagem dos doutores palhaços é focada nos doentes, mas a enfermeira não esconde o impacto que tem nos profissionais de saúde.

Equipa de Doutores Palhaço focada nos mais idosos

Susana Gonçalves é a doutora Donizette Chiclete, Beatriz Melo dá vida à Doutora Bem-Haja, Jorge Rosado é o Doutor Risoto, Marta Rosas é a doutora Milla Nezza e, o último a chegar ao grupo, que está ainda a recrutar, foi Rafael Cid, o doutor Valente Valentão.

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